terça-feira, 21 de dezembro de 2010

long play


Esta foto foi postada em março de 2010 e é de um cara chamado André Cirelli ...é mágica e ao mesmo tempo real!
E a pergunta que ecoa não é minha, é do Saul Varanda: Que som será que tem esse canyon? E se existisse um agulhão capaz de "reproduzir" os relevos do mundo, que sons sairiam?


Bonito ponto de partida, mas que bela clave de sol para o início de uma pauta! A foto, um único sulco num disco de vinil ampliado mil vezes, mistura música, imagem e arte, como forma de produzir e transmitir o que é sublime. Parcerias, parágrafos, possibilidades e poesia, está tudo nos meus vinis, som, ruído e ranhura entrelaçados no tempo. Eu, que quase todos meus caminhos os fiz com trilha sonora, lado A e lado B, voo pra onde a pergunta do Saul me leva; afinal, que som sairia? E mesmo que eu esteja falando grego com a minha imaginação, só me ocorre a resposta do Chico e do Edu... Som bonito, não importa, são bonitas as canções. Mesmo miseráveis os poetas os seus versos serão bons. Mesmo porque as notas eram surdas quando um deus sonso e ladrão fez das tripas a primeira lira que animou todos os sons. Seria assim pra mim.

Do Long Play:
O disco de vinil, mídia desenvolvida no início da década de 50, é nada menos que um disco de material plástico, normalmente cloreto de polivinila, ou PVC, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha da borda externa até o centro no sentido horário. É uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico. O sinal elétrico é amplificado e transformado em som audível, a música.


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