quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

revês, revés

A cada início de dezembro, não me sai do caminho, sempre a mesma pergunta: quanto de quinquilharias de plástico ou sintéticas as pessoas vão querer consumir daqui até o fim do ano? Afinal, o quanto há de plástico no campo visual dá uma boa medida do quanto se está longe da natureza e dá a cota de responsabilidade pessoal disso. Eu não sou cristã, natal pra mim não tem muito sentido, mas felicidade é bom em qualquer época! E respeito ao natal alheio é bom, sempre! Meu vizinho passou por aqui e comentou que a cachorra dele comeu os 3 Reis Magos do presépio... Pensei eu: sábia. Poupou Jesus de ganhar os mesmos presentes de todo ano e cultivar a mesma falta de compromisso da maioria de seus fiéis com o resto do ano, afinal aqueles presentes tinham algum significado. Fico aqui pensando... por que não presentear sustentabilidade... com a vantagem de que quanto mais se usa, mais existe. Reutilizar, reciclar, repensar, abrir mão de consumir tudo a todo o tempo! Não é só a natureza que é responsável pelo que está acontecendo. Eu diria que é a natureza humana, isso sim! A questão é que não se cuida direito do que se consome diariamente, do novo que se quer adquirir, desta compulsão maluca às compras, nem do lixo produzido!
Será indeterminado esse sujeito? Quanto de descartável é a vida?

Todo plástico vermelho que acabar no mar virará alimento de tartaruga... 95% das que chegaram no Projeto Tamar engoliram plásticos vermelhos pensando que eram camarões. Melhor maneira de evitar é não consumir... é possível.



Das rezas:
um terço de tudo que se consumir daqui até o final do ano vai pro lixo ou pro mar.

Que tal rezar por outra cartilha?

Faça 2011 feliz!

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