sábado, 5 de fevereiro de 2011

li.

Aconteceu de reencontrar num sebo a "Volta da Graúna", do Henfil, e não pensei duas vezes, segurei firme até a abertura da primeira página, já na vinda pra casa. Li a Graúna com todo carinho e cuidado, porque sem cuidado nada que é vivo sobrevive.

E mais nada, além das palavras do editor Luiz Fernando Emediato: "Reler, ou, para as novas gerações, descobrir Henfil e seus personagens é um exercício de cidadania. Ele foi um exemplo de dignidade, coerência e força humana. Ele foi - na pureza dura e paradoxalmente firme de seu traço frágil, mas cortante - um criador. Um patriota. Um lutador."
E do Ziraldo, que apresenta o livro:
"Na Graúna, o mais emocionante personagem do imaginário brasileiro - com sua barriguinha redondinha, uma bolinha preta, perninhas finas feitas de dois pauzinhos e infinitas expressões conseguidas com três tracinhos - aí que o Henfil era completo. Seus desenhos passavam para o leitor os mais controvertidos sentimentos humanos como se fossem pura prosa expressionista. Seu desenho era uma escrita. Clara, sem duas leituras, plena de movimento e ação. Quem não conheceu o Henfil ao seu tempo, vai encontrá-lo aqui, neste livro. Muitos anos vão se passar e, como a Mafalda do Quino, os livros transportarão a Graúna pelo tempo. E ela irá viver entre nós por toda aquela eternidade que o Henfil merecia ter vivido."li.
um pauzinho grande,

um pauzinho pequeno com uma bolinha equilibrada feito auréola,

uma bolinha que caiu do lado, no chão. li.    Ao Henfil, uma escadinha distinta.




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