sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quebra-pedras

A mim
nem um vintém sequer
os versos jamais me deram
jamais ganhei mobília do ebanista.
E, salvo duma camisa sempre fresca,
sinceramente
de nada preciso eu.
                              (À Plena Voz, 1930)
Não foram poucas vezes que recorri a Maiacovski,
pra
desenredar a lida diária e, em muitas, me libertou...

Eu, no entanto,
aprendi a amar no cárcere
..................
me enamorei
da janelinha da cela 103
da "oficina de pompas fúnebres"
.....................
então
por um raiozinho de sol amarelo
dançando em minha parede
teria dado todo um mundo.



                              
no meu jardim, com o poeta da revolução,
simples verdes vão além, fura-paredes, quebra-pedras.*
*em mais um convite pra ampliar a imagem, clica na foto.

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