sexta-feira, 25 de março de 2011

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Sem educar as sensibilidades todas as habilidades são tolas e sem sentido. Ateia, não piso raso, rezo Bach - uma bíblia universal - o músico mais completo que existiu, exerceu um controle extremo sobre todos os aspectos de sua arte produzindo uma música potente e vibrante, cheia de espírito intelectual e humano. Descrever a obra de Bach é tentar exprimir o ideal humano de beleza. A viúva Anna Magdalena conta na biografia:
"o dia em que a jovem Magdalena ouviu Bach tocando pela 1º vez fugiu em disparada da igreja, certa de que tão celestial música só poderia estar sendo tocada por São Jorge."

Ária Erbarme Dich, St.Matthew Passion, BWV 244, contratenor Jonathan Peter Kenny
A respeito da Paixão Segundo São Mateus, Anna Magdalena comenta:
"Lembro-me de ter entrado em seu quarto justamente no momento em que ele se preparava para compor o solo de viola O Gólgota. Que impressão experimentei ao ver-lhe o rosto, ordinariamente tão calmo, da cor das cinzas, e inundado de lágrimas. Felizmente não me viu e pude tornar a sair silenciosamente, indo sentar-me a chorar na escada. Ao ouvir essa música ninguém imagina o que ela custou. Tive desejos de aproximar-me dele e passar-lhe os meus braços em torno do pescoço, mas não o ousei; alguma coisa em seu olhar aterrorizava-me. Sebastian jamais soube que eu lhe surpreendera nas angústias da criação e ainda hoje me regozijo com isso, pois foi um minuto do qual somente Deus deveria ser testemunha".


A frase "Sem educar as sensibilidades todas as habilidades são tolas e sem sentido", é do companheiro de estradas Rubem Alves, caminhemos com ele, pois!



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