sábado, 21 de janeiro de 2012

dissimilitude

o sol é poncho do pobre
a lua do milongueiro
se por fora é noite escura

por dentro cor de braseiro


pro poncho não há aguaceiro,

geada brava ou vento xucro

bandeira em ponta de lança

toalha em mesa de truco


se despontam umas estrelas

na noite escura do pala

são coisas que aconteceram

cinco ou seis furos de bala


e quem pisar no meu poncho

pede a bênção pro capim,

quero ao morrer o meu pala

aberto em cima de mim
Poncho e Pala, de Luiz Coronel
caminho de pontos, traço de linha - pontes daltônicas
tamanho de letra em espaço de honra
Renato Borghetti por acordes de Ros e Hermeto



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