sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

radar

Ele é gaúcho, porto-alegrense e um dos maiores arranjadores que o país já teve - Radamés Gnattali aniversaria hoje. Além de centenas de composições impecáveis e inovadoras, produziu mais de 10 mil arranjos; e está para o Brasil como Piazzolla para Argentina, ou Frank Zappa para os Estados Unidos - atingiram a perfeita união da música erudita com a musica popular, donos de uma ordem absolutamente diferente, mestres na arte de ilustrar com música imagens em movimento.
A beleza do Estudo n°10, de Radamés Gnattali, tocado pelo talentoso Vinícius Sarmento
Um de seus mais aplicados discípulos, o virtuoso Rafael Rabello, definiu o mestre:
"o que o Villa-Lobos fez com o Brasil folclórico e rural, Radamés fez com o folclore urbano brasileiro. Mais ou menos como o George Gershwin, nos Estados Unidos. E ele nunca deixou de ser um anarquista, como o pai italiano e grevista. Mas, acima de tudo, um humanista. Sem exceção, ajudou todos os grandes nomes da música brasileira."
"Não por acaso, ganhou no final da longa vida o apelido de Radar. E era mesmo um radar. Um radar que apontou, captou e sinalizou o que de melhor se fez em música brasileira ao longo de mais de 60 anos."   Tom Jobim o descreveu assim:
Radar é água alta,
é fonte que nunca seca,
é cachoeira de amor,
é chorão rei de peteca.

o Radar é concertista,
compositor, pianista,
orquestrador, maestrão.
E, mais que tudo, é amigo,
navega junto contigo,
é conta de doação.

Ajuda a todo mundo
e mais ajudou a mim.
Alô, Radar, eu te ligo,
vamos tomar um chopinho.
Aqui fala o Tom Jobim.

Confere mais sobre Radamés, na muito bem produzida página pessoal, há nele um cheiro-gosto de terra orvalhada... Por olhares menos turvos no esquecimento da existência, na percepção das reticências dos arredores, há muito o que ser, há muito o que sentir ...e, por Bandeira, a ternura mais funda e mais cotidiana, aroma de luz.


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