quarta-feira, 18 de julho de 2012

defeso

out of the night that covers me,
black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
for my unconquerable soul.

in the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
under the bludgeonings of chance
my head is bloody, but unbowed.

beyond this place of wrath and tears
looms but the horror of the shade,
and yet the menace of the years
finds, and shall find, me unafraid.

it matters not how strait the gate,
how charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Invictus, de William Ernest Henley, 1888
do avesso desta noite que me encobre,
preta como a cova, do começo ao fim,
eu agradeço a quaisquer deuses que existam,
pela minha alma inconquistável.

na garra cruel desta circunstância,
não estremeci, nem gritei em voz alta.
sob a pancada do acaso,
minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

além deste lugar de ira e lágrimas
avulta apenas o horror das sombras.
e apesar da ameaça dos anos,
encontra-me, e me encontrará destemido.

não importa quão estreito o portal,
quão carregada de punições a lista,
sou o mestre do meu destino:
sou o capitão da minha alma.

Tenho certeza que muitos outros poemas acolheriam a gratidão pela existência de um sujeito como Nelson Mandela, tal como foi, tal como é. Eis um humano que, muito mais do que escrever,  existiu poema,  dos mais belos - e iluminou caminhos. É uma honra estar com a força e a humanidade de Nelson Mandela no rejaneando.





Nenhum comentário: