quarta-feira, 11 de julho de 2012

remoinho

  acúmulo de raros sentidos,











sons e
sensibilidades próprios,

  a ventura feita de trigo















numas ilustrações  
Antonio Saura,
sorvedouro voo  





Um comentário:

Rejane Martins disse...

...mas o som está na imagem, Tom. Alegra-te com o som deste poema do António Gedeão:
Impressão digital

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos
onde Sancho vê moinhos
D.Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.