sábado, 7 de julho de 2012

uns contrapontos

Clássico, pela determinação de dar uma forma à música que surgia dele, de controlar e dominar o rigor criativo, muita imaginação transbordante e uma clara sensibilidade.
Romântico, no sentido mais amplo do termo, pelos voos audazes e ilimitados de sua fantasia, os belos matizes noturnos e por um universo musical interior pleno e agitado. Nos grandiosos psicodramas que parecem ser suas sinfonias, as fanfarras e as marchas evocam a morte, as valsas e as ländler, a loucura. Um músico como ele, com um peculiar sentido de humor, tinha forçosamente que escrever singulares, pra não dizer geniais, scherzos, por conta de sua imensa capacidade de invenção. Gustav Mahler - uma humanidade apaixonada, uma imaginação poética, um pensamento filosófico.

* um realejo destruído depois de um tropeço, numa fuga para a rua, e, já adulto, um dos   maiores maestros da história e uma canção da terra.
* uma carta de amor musical enviada para uma alma que só foi ser sua mais tarde, e   depois o traiu.
* um homem de teatro completo, tão grande compositor quanto intérprete, que deixa   uma sinfonia incompleta.
* um triplamente apátrida. "...como nativo da Boêmia, na Áustria; como austríaco, na   Alemanha; como judeu, no mundo inteiro - um intruso em toda a parte, em parte    nenhuma desejado", definia-se.
Aqui, o adagietto, a carta de amor à Alma. O quarto movimento da sinfonia n°5, na condução de Leonard Berstein.



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